Na análise do sociólogo Marcos Coimbra, diretor do instituto Vox Populi, a possibilidade de resolver a eleição presidencial já no primeiro turno é viável, mas depende crucialmente de eleitores com “baixo interesse, baixa informação e baixo envolvimento”. Essa avaliação foi feita em entrevista a CartaCapital.
Fatores que Definem a Eleição
Coimbra destaca que os eleitores que moldaram o desempenho de Bolsonaro nas eleições passadas são os mesmos que podem decidir o futuro presidente neste pleito. As pesquisas indicam que para um candidato vencer no primeiro turno, é necessário obter mais de 50% dos votos válidos. Recentemente, uma pesquisa da Nexus/BTG apontou que Lula (PT) possui 44% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tem 39%.
Decisões dos Eleitores
Em relação à plausibilidade de encerrar a eleição no primeiro turno, Coimbra menciona uma tendência histórica de que as eleições se concentrem em dois candidatos. Ele observa que, nas últimas eleições, a competição foi menos acirrada, com candidatos que não conseguiram emergir. Para ele, a vantagem de um dos principais candidatos pode levar a uma solução no primeiro turno.
A Importância do Eleitor de Baixo Envolvimento
Coimbra explica que cerca de 40% da população brasileira consiste de eleitores que não se informam sobre política e que, muitas vezes, não comparecem às urnas. Essa faixa de eleitores é crucial, pois, segundo ele, foi responsável por decisões em eleições anteriores e pode novamente influenciar o resultado.
A Falta de Candidatos de Centro-Esquerda
Coimbra também destaca que a ausência de candidatos de centro-esquerda poderia complicar a situação de Lula em relação ao seu principal adversário, Flávio Bolsonaro. Ele enfatiza que muitos eleitores podem votar por razões que não estão ligadas a ideologias políticas.
Participação em Debates
Sobre a participação de Lula no debate da TV Globo, Coimbra argumenta que, mesmo sendo importante para os candidatos comparecerem a esses eventos, a eficácia dos debates no Brasil tem diminuído. Ele sugere que Lula pode não ter nada a ganhar ao participar, visto que o formato pode se transformar em um palco para ataques de adversários.
Em resumo, a análise de Coimbra sugere que a decisão dos eleitores menos engajados será determinante para o futuro político do Brasil nas eleições de 2026.
