Eduardo Bolsonaro diz que trabalha pelo aumento das sanções dos EUA ao Brasil

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que continua a trabalhar pelo aumento das sanções dos Estados Unidos contra o Brasil e que só retorna ao País se conseguir provocar a saída do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). “Se eu retornar, sei que vou ser preso. Primeiramente, tenho que tirar o Alexandre de Moraes dessa equação, anular ele, isolá-lo. A gente tem que aprovar uma anistia para que alcance todos os perseguidos por Moraes”, afirmou Eduardo em entrevista ao jornal O Globo.

“Os meus planos aqui são: ou tenho 100% de vitória, ou 100% de derrota. Ou saio vitorioso e volto a ter uma atividade política no Brasil, ou vou viver aqui décadas em exílio. É o que eu estou assumindo, estou aceitando esse risco, porque eu acho que vale a pena”, acrescentou o deputado.

A respeito das sanções, Eduardo destacou que está levando a prisão domiciliar de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), determinada por Moraes, para conhecimento das autoridades americanas e que espera que haja uma reação dos Estados Unidos.

“Não é da tradição do governo Trump receber essa dobrada de aposta do Alexandre de Moraes e nada fazer. O que eles vão fazer, eu não sei. Não sei se isso vai passar pela mesa do Trump ou pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Espero que haja uma reação nos próximos momentos.”

O deputado federal também afirmou que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, “estão no radar” do governo americano.

“Uma vez que não é pautado o impeachment do ministro Alexandre de Moraes no Senado, uma vez que o presidente da Câmara não pauta uma anistia, eles estão entrando no radar das autoridades americanas. As pessoas que estão em posição de poder têm responsabilidades e estão sendo observadas pelas autoridades americanas. Todos eles estão no radar.”