O mercado financeiro brasileiro passou por um ajuste nesta quarta-feira (7), com o dólar superando a marca de R$ 5, após um período de forte valorização do real e alta da bolsa pós-eleitoral. O Ibovespa apresentou queda de 0,74%, encerrando o dia aos 204 mil pontos.
Perspectivas externas impactam o mercado
No cenário internacional, as bolsas enfrentaram quedas, enquanto os juros dos Treasuries dos EUA mantiveram-se elevados e o petróleo permaneceu acima de US$ 100 por barril.
Principais números do mercado
- Dólar à vista: R$ 5,016 (-0,83%);
- Dólar no acumulado do ano: queda de 8,62%;
- Ibovespa: 204.302,33 pontos (-0,74%);
- Ibovespa no mês: alta de 9,64%;
- Ibovespa no ano: alta de 26,8%.
Cotação do dólar em alta
O dólar à vista fechou em alta de 0,83%, cotado a R$ 5,016, após atingir um pico de R$ 5,017 no final do dia. Este movimento reverteu dois dias consecutivos de queda, nos quais a moeda havia acumulado uma baixa de 4,65%. Ao longo da semana, a desvalorização do dólar é de 3,94%.
No mercado internacional, o índice DXY, que avalia o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas, subiu 0,36%, alcançando 102,280, depois de tocar a máxima de 102,499.
Desempenho do Ibovespa
O Ibovespa registrou um fechamento negativo de 0,74%, aos 204.302,33 pontos, após oscilações que variaram entre 204.176,12 pontos e 206.877,47 pontos. O volume financeiro movimentado durante o pregão foi de R$ 57,2 bilhões, antes dos ajustes finais, interrompendo uma sequência de alta após o primeiro turno das eleições. Contudo, o índice ainda apresenta uma valorização acumulada de 9,64% no mês e 26,8% no ano de 2026.
O desempenho das bolsas americanas também foi negativo, com o S&P 500, índice que reúne as 500 maiores empresas dos EUA, com queda de 0,22%.
Análise do mercado de petróleo e juros
Os preços do petróleo mostraram uma diminuição de força ao longo da tarde, embora o barril do tipo Brent para dezembro tenha se mantido acima de US$ 100. A alta do petróleo continua sendo uma preocupação para os investidores, especialmente devido às novas tensões no Oriente Médio.
No que diz respeito aos juros nos EUA, os investidores analisaram a ata da reunião do Federal Reserve (Banco Central dos EUA) de setembro, que resultou em um aumento da taxa básica para a faixa de 3,75% a 4%. O documento revelou divergências entre os dirigentes sobre os fundamentos da elevação dos juros e destacou a inflação como uma das principais preocupações do banco central americano.

