Na terça-feira (6), o mercado financeiro brasileiro passou por um ajuste, com o dólar fechando a R$ 4,97, o menor valor em quase cinco meses. O Ibovespa, por sua vez, apresentou uma leve queda de pouco mais de 0,5%, mas ainda se manteve acima dos 200 mil pontos.
Desempenho do mercado
O dólar comercial registrou uma queda de 0,55% ao final da sessão, marcando R$ 4,975. Essa cifra representa o menor fechamento desde 12 de maio, quando a moeda terminou em R$ 4,895. Durante a manhã, o dólar chegou a cair para R$ 4,945, uma desvalorização de 1,14%.
Em 2023, a moeda acumula um recuo de 9,37%. Nos últimos dois dias, a queda foi de 4,62%, considerando uma baixa de 4,12% no pregão anterior. A valorização do real está ligada ao resultado do primeiro turno das eleições, com investidores acreditando que uma mudança no governo poderia diminuir o risco associado aos ativos brasileiros e permitir um ajuste fiscal.
Fatores externos
Internacionalmente, o dólar também perdeu força. O índice DXY, que mede a força da moeda americana em relação a seis outras divisas, caiu 0,31%, atingindo 101,848 pontos ao final da tarde. O dólar se desvalorizou em comparação a outras moedas emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.
Ibovespa ajusta após alta
O Ibovespa, que havia subido 7,85% na segunda-feira, fechou terça-feira com uma queda de 0,52%, totalizando 205.835,29 pontos. O índice variou entre 204.725,23 pontos e 209.522,60 pontos durante o dia, com um volume financeiro de R$ 58,06 bilhões.
Apesar da queda, o Ibovespa manteve-se acima dos 200 mil pontos. Nos primeiros dias de outubro, o índice acumulou um crescimento de 10,46% e, no ano, a alta chega a 27,75%. O movimento de queda foi interpretado como uma realização de lucros após a forte valorização registrada na véspera.
Petróleo com leve alta
O mercado de petróleo teve uma sessão praticamente estável. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 0,26%, fechando a US$ 100,58, enquanto o barril WTI avançou 0,01%, para US$ 89,44. Os investidores monitoraram as tensões geopolíticas no Oriente Médio e as condições de transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, que influenciaram o cenário.
Além disso, o ministro de energia da Arábia Saudita anunciou que o Oleoduto Leste-Oeste conseguiu transportar 5,8 milhões de barris, mesmo diante das hostilidades. O Departamento de Energia dos EUA também revisou suas previsões, estimando um preço de US$ 96 por barril de Brent em 2026 e US$ 84 em 2027.

