Uma matéria do Jornal A Razão mostra o deputado federal Zé Trovão (PL) criticando o ex-presidente Jair Bolsonaro por causa das prisões de pessoas acusadas de participar dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ao participar do Quintow Podcast, Trovão foi questionado sobre o silêncio de Bolsonaro após a derrota nas eleições de 2022. A resposta surpreendeu a todos: “Covarde. Covarde, não podia ter feito aquilo, porque hoje tem milhares de pessoas presas por conta daquilo. Tinha que ter falado: perdi as eleições, seja de maneira democrática ou não, perdi as eleições, vai para casa”, afirmou.
Acontece que, após a entrevista, um vídeo começou a circular mostrando Zé Trovão incentivando as pessoas a permanecerem nas ruas. Nas imagens, ele fala ao telefone com um senador. Trovão chega a mandar um abraço para o então ministro Gilson Machado.
Aos manifestantes que estavam no acampamento, ele diz: “Esse povo brasileiro que está nas ruas hoje não pode sair. A legitimidade do povo. Estamos juntos, senador. É o momento em que o presidente Bolsonaro precisa de nós. Nós não podemos arredar nem um minuto. Tamo junto, senador. Que Deus te abençoe”, afirmou Trovão, sob os gritos dos manifestantes de “resistência civil”.
Procurado, Zé Trovão disse que não orientou as pessoas sobre o que deveriam fazer. Segundo ele, apenas reproduziu o que um senador lhe dizia ao telefone para repassar aos manifestantes. O parlamentar acredita que o senador era Magno Malta.
O parlamentar lembra que foi às ruas em solidariedade e reclama que estão criando uma polêmica, esquecendo-se de toda a sua defesa e do sofrimento que enfrentou para defender o que chama de valores da direita. “Aí você pega pessoas que querem criar uma narrativa para ter visualização em suas redes sociais, nos seus jornais, nos seus blogs, e criam uma narrativa muito ruim. Nunca ataquei o Bolsonaro, sempre defendi o Bolsonaro com unhas e dentes. O meu comentário foi que achei, da parte dele, um erro, como líder da direita, não ter reconhecido a derrota, entendido que as Forças Armadas não iriam tomar uma decisão e focado em trabalhar para voltar ao poder e colocar esse cara (presidente Lula) na prisão”, explicou.
Sobre a palavra “canalha”, dirigida a Bolsonaro, o deputado disse que foi apenas uma forma de expressão. No entanto, reafirmou que faltou coragem ao ex-presidente para mandar as pessoas saírem das ruas. “Não foi a palavra mais apropriada, mas a palavra utilizada não desabona o grande homem que ele é”, afirmou.




