Criminoso que matou namorada em Blumenau é encontrado morto na prisão

Adilson Tognolli, que cumpria uma pena de 22 anos por ter assassinado sua namorada Neuza Grassmann em Blumenau, foi encontrado morto na noite de segunda-feira (14) no Complexo Penitenciário do Estado (COPE), localizado em São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis. A principal hipótese levantada é a de suicídio.

Detenção e circunstâncias da morte

Adilson estava em uma cela na galeria H, pavilhão 2, quando outros presos chamaram a atenção dos policiais penais após notarem que ele não apresentava sinais vitais. A cela foi isolada para investigações.

O criminoso havia sido liberado em uma saída temporária em 2017, mas não retornou à prisão e passou a se apresentar com o nome falso de Luciano Cabrau. Foi durante esse período que ele começou um relacionamento com Neuza Grassmann, de 49 anos, que trabalhava como servente de serviços gerais na Prefeitura de Blumenau.

Crime e condenação

Neuza foi brutalmente assassinada em 9 de janeiro de 2017, quando foi encontrada com um corte no pescoço em sua quitinete na Rua Alexandre Krenkel, no bairro Salto do Norte. O corpo foi descoberto por uma de suas filhas, que havia tentado contatá-la sem sucesso durante o fim de semana.

Adilson foi preso preventivamente em setembro de 2017 pela Divisão de Homicídios da DIC de Blumenau, com a perícia nos vestígios deixados na cena do crime sendo crucial para a sua identificação. Durante o interrogatório, ele optou por permanecer em silêncio e a motivação do crime nunca foi esclarecida.

No Tribunal do Júri de Blumenau, realizado em 21 de novembro de 2018, Adilson foi condenado a 22 anos de reclusão por homicídio qualificado, considerando o feminicídio e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, ele recebeu uma pena adicional de quatro meses e 15 dias por uso de identidade falsa, com a punição sendo agravada pela reincidência. Após o julgamento, ele retornou à unidade prisional em São Pedro de Alcântara.

Histórico na prisão

Enquanto estava encarcerado, Adilson acumulou um histórico de problemas. Em outubro de 2024, outro detento relatou ter sido agredido por ele. Adilson alegou que se feriu em uma queda, mas a falta grave foi confirmada, resultando na perda de um terço dos dias de remição. Em março de 2026, ele se envolveu em mais uma briga, sendo encontrado caído com a costela machucada. A Justiça, em 3 de setembro, reconheceu outra falta grave, mantendo o regime fechado e cortando parte da remição. A Defensoria Pública recorreu da decisão no dia 8 do mesmo mês.

Após nove anos do assassinato de Neuza, Adilson foi encontrado morto dentro da prisão de onde saiu na saída temporária. A morte ocorreu sob custódia do Estado e as circunstâncias estão sendo investigadas.

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