Carlos não pode recuar da disputa em SC, diz Eduardo: ‘seria derrota do Bolsonaro’

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O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a se manifestar neste final de semana sobre a disputa interna do PL de Santa Catarina, defendendo de forma enfática a candidatura do irmão Carlos Bolsonaro (PL-RJ) ao Senado pelo estado.

Segundo Eduardo, “Carlos não pode recuar”, pois isso seria interpretado como uma derrota direta do ex-presidente Jair Bolsonaro e enfraqueceria o movimento bolsonarista em todo o país. “Se ele recuar, isso seria visto como uma derrota do próprio Bolsonaro. Seria interpretado da mesma forma nos outros 26 estados onde há disputas para o Senado”, declarou o parlamentar em vídeo divulgado nas redes sociais.

A fala ocorre em meio à escalada da crise interna do PL catarinense, que nas últimas semanas se tornou pública com as trocas de acusações entre Carlos Bolsonaro, Ana Campagnolo (PL), Jorge Seif (PL) e aliados de Caroline De Toni (PL).

Eduardo criticou Campagnolo por, segundo ele, “levar uma questão interna do partido para o público”, o que classificou como “um convite à rebelião”. “Tentei resolver internamente, ligando e conversando com a deputada. Essas questões não são para o público decidir. Dentro de um partido com um projeto liderado por Jair Bolsonaro, o que ele fala deve ser seguido”, afirmou.

O deputado também voltou a destacar o papel do irmão na eleição de 2018. “Carlos foi o arquiteto das redes sociais que elegeu Jair Bolsonaro. Em 2018, abriu mão de uma campanha própria para rodar o Brasil inteiro. É simplesmente o cara que elegeu Jair Bolsonaro”, afirmou, defendendo a legitimidade de sua pré-candidatura.

A resistência à entrada de Carlos em Santa Catarina, segundo Eduardo, seria baseada em motivos superficiais. “Não vi nenhuma acusação de desonestidade ou falta de qualificação, apenas dizem que ele não é de Santa Catarina. Mas isso é superável”, rebateu.

O plano da família Bolsonaro prevê que Carlos deixe o mandato de vereador no Rio de Janeiro até dezembro e transfira seu domicílio eleitoral para São José (SC), na Grande Florianópolis. A movimentação, porém, enfrentou forte oposição de setores do PL local, que defendem a manutenção da coligação com o PP de Esperidião Amin — o que garantiria apoio à reeleição do governador Jorginho Mello (PL).

De Toni, apoiada por prefeitos e empresários, vinha sendo apontada como o nome natural do PL para disputar o Senado. No entanto, com a entrada de Carlos no cenário, sua pré-candidatura pode ser barrada.

Eduardo ainda respondeu críticas do humorista Paulo Souza, que saiu em defesa de Campagnolo, alegando falta de imparcialidade. “A esposa dele trabalha no gabinete da deputada. Ele pode ter a opinião que quiser, mas deveria deixar claro ao público que existe essa ligação”, disse o deputado.