A deputada estadual Ana Campagnolo (PL) denunciou, na tribuna da Assembleia Legislativa de santa Catarina (Alesc), a violência sofrida pelas mulheres. Ela responsabilizou as “feministas” do PT e do Psol pela manutenção da audiência de custódia, que, segundo a parlamentar, devolve às ruas cerca de 34% dos presos com antecedentes criminais.
A deputada citou um caso de matricídio em que o filho prometeu matar a mãe caso fosse preso novamente por causa de denúncias da genitora. Preso, o sujeito foi solto na audiência de custódia e cumpriu o prometido, matando a mãe.
“As feministas estão atuando contra as mulheres”, concluiu Ana.
O tema também foi abordado pela deputada Paulinha (Podemos), que ressaltou a passagem do Agosto Lilás, dedicado à mobilização do país em torno da violência contra a mulher, e lamentou os casos verificados em Santa Catarina.
“São 23 feminicídios até junho de 2025, seis só na última semana. Foram 15 mil medidas protetivas em 2024 e em 2025 já são 15,9 mil, mas não é apenas a violência física que mata e condena as mulheres, temos humilhações, ameaças, discriminação”, enumerou a deputada.
Paulinha citou o caso da presidente da Câmara de Anitápolis, vítima da violência de um vereador do município.
“Ela recebeu um tapa de um colega parlamentar e, por incrível que pareça, o agressor tentou se colocar como vítima”, revelou Paulinha, acrescentando que “o silêncio e a omissão não são opções, quando nos calamos e negamos a violência, incentivamos a prática”.




