Na madrugada desta sexta-feira (11), um e-mail ameaçando um massacre em creches e um ataque à casa do prefeito de Florianópolis (SC) foi enviado para diversos endereços da Prefeitura, incluindo o gabinete do prefeito e ao menos seis Núcleos de Educação Infantil Municipais (NEIMs). O assunto da mensagem, em caixa alta e sem pontuação, afirmava: “já estou contando as balas, a rua vai virar um banho de sangue”.
Ameaça direcionada
No conteúdo da mensagem, o remetente expressa a intenção de “entrar nessas creches” para “descontar a raiva”, mencionando a morte de “todas essas crianças” e citando uma professora negra como “alvo principal”. O autor também declara que pretende realizar um “manifesto final” com os corpos das vítimas e ameaçou a vida do prefeito e sua família, afirmando saber onde eles moram. A ameaça termina com ofensas aos servidores e uma declaração de que “essas creches irão pagar”.
Resposta das autoridades
A Prefeitura de Florianópolis reagiu rapidamente ao recebimento do e-mail, tratando o caso como prioridade máxima. Desde as primeiras horas, a Guarda Municipal, a Polícia Militar e a Polícia Civil trabalham em conjunto para investigar a situação. A comunicação sobre a operação foi mantida em sigilo para não alertar o autor da ameaça, que utilizou uma VPN e um e-mail temporário hospedado na Suíça, dificultando o rastreamento. A conta estava registrada com o nome de um jovem que, aparentemente, não tem relação com a ameaça.
Condições de segurança
A Prefeitura confirmou que está tratando o caso com seriedade e que já foram identificados possíveis suspeitos, com diligências em andamento para localizá-los. Em relação à comunidade escolar, as autoridades asseguram que as instituições não estão desprotegidas e que não há indícios de que o autor tenha se aproximado de alguma unidade. Para garantir a segurança, a vigilância em toda a rede municipal foi intensificada.
Suspensão das aulas
Embora as aulas na rede municipal tenham sido canceladas nesta sexta-feira, isso se deve ao alerta vermelho de chuva em Florianópolis e em Santa Catarina, e não pela ameaça recebida. O sindicato dos servidores municipais, Sintrasem, pediu uma resposta rápida das autoridades e defendeu a suspensão das atividades em todas as unidades de educação para proteger a comunidade escolar.
Informações falsas circulam
Durante a manhã, surgiram informações falsas nas redes sociais, incluindo a alegação de que uma creche havia sido invadida, o que não é verdade. Até o momento, não há registro de qualquer ataque ou tentativa de invasão nas unidades de educação. A Prefeitura orienta a população a reportar comportamentos suspeitos à Guarda Municipal ou à Polícia Militar, enquanto a investigação continua sem prisões até o momento.
